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01/11/19

E-commerce não para de crescer e deve representar R$ 60 bi em 2019, diz Nielsen

Qual o tamanho do mercado de e-commerce? O crescimento do setor no Brasil tem chamado atenção, tanto que uma palestra inteira foi dedicada a este tema durante a Conferência E-Commerce Brasil RS 2019, em Porto Alegre. Daniel Asp Souza, gerente de relacionamento com o Varejo, na Nielsen Brasil, disse que a ideia era “tornar um pouco tangível o tamanho desse mercado”.

 

Quando se avalia a evolução do e-commerce em números fica mais claro. De acordo com dados da Nielsen, na comparação do primeiro semestre de 2018 com o primeiro semestre de 2019, houve um crescimento ao redor de 12% em faturamento e 20% no número de pedidos.

 

“Isso numa economia que está, de certa forma, se arrastando há quatro ou cinco anos. Ou seja, é um crescimento bastante importante. Esses 12% vêm de uma base que já tinha crescido 12% no semestre anterior. Então, a gente está falando que o mercado deve crescer mais de R$ 60 bilhões em 2019″, afirma Souza.

Consumo online

 

Souza analisou a informação de consumo online no Brasil na comparação com outros 30 países. Ele afirma que são encontradas similaridades. Entre elas, a rota do consumidor entrando no e-commerce. “Geralmente, o consumidor começa a interagir com a transação de produtos online via entretenimento, ingressos de show, jogos etc”.

 

Na sequência, Souza explica que o consumidor começa a pensar em passagem aérea, hotéis… “E essa interação está muito mais no lazer e serviço. Até que, em algum momento, pela facilidade de comparação de preços, o consumdior vai para os produtos de bens duráveis, como TV e geladeira”, explica.

 

De acordo com o executivo da Nielsen, o consumidor está mais confiante nos meios de pagamento e mais acostumado com os produtos online. “O consumidor está passando por um processo de amadurecimento,mas ainda não são todos os brasileiros. A gente ainda vê muita gente em estágios diferentes”, afirma.

Ticket médio no e-commerce

 

O ticket médio está caindo, segundo detectou a Nielsen. Porém, Souza afirma que isso é natural que aconteça. “O consumidor está alternando — de bens duráveis, com valor mais caro, para compras mais frequentes, com valores mais baixos. Ou seja, é natural que o ticket médio fique mais baixo e não é um dado que preocupe”, explica.

 

Sobre a origem desse crescimento em um curto e médio prazos, Souza diz que o m-commerce tem um papel muito importante. “Cerca de 43% dos pedidos nesse primeiro semestre de 2019 já foram via mobile. Ou seja, cresce muito acima da média, porque as pessoas têm mais facilidade, mais acesso. Cerca de três anos atrás eram aproximadamente 23%.

 

Fonte: E-Commerce Brasil