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13/09/19

Com Semana do Brasil, varejo digital tem crescimento no faturamento de 37,6%

A Semana do Brasil, uma tentativa de criar uma “Black Friday” brasileira, tem mostrado resultados sutis no varejo digital. Um levantamento realizado pelo Compre & Confie, empresa de inteligência de mercado focada em e-commerce, mostra que o faturamento dos quatro primeiros dias da data é 37,6% maior do que o mesmo período de 2018. Ao todo, a cifra é de R$ 1,1 bilhão.

 

O aumento vem puxado principalmente pela maior quantidade de pedidos realizados no período: 2,8 milhões de compras já foram realizadas entre os dias 06 e 10 de setembro (incremento de 42,1% em relação ao mesmo período do ano passado).

 

“Apesar do aumento aparentemente expressivo (próximo de 40%) nas vendas, devemos nos atentar que o e-commerce já apresenta um crescimento médio consistente de cerca de 20% em 2019, mesmo sem a data comemorativa. Além disso, o feriado prolongado na mesma data em 2018 é um fator que tem de ser observado, uma vez que colaborou para a redução das vendas pela internet no ano anterior”, explicou André Dias, diretor executivo do Compre & Confie.

 

Apesar de comprarem em maior volume, os brasileiros estão gastando menos em cada carrinho de compras. O tíquete médio é de R$ 403,50, queda de 3,2% em relação ao mesmo período de 2018.

 

Ainda de acordo com o levantamento, o número de pedidos feitos via e-commerce é 18,1% maior do que o registrado na semana anterior ao evento.

 

O pico no consumo também traz resultados em faturamento. A cifra atingida é 21,2% maior do que a registrada na primeira semana do mês.

 

Nacionalmente, os homens são responsáveis pelas compras de maior tíquete médio. De acordo com o levantamento, 54,2% do faturamento da data está relacionado às compras feitas pelo público masculino, que têm tíquete médio de R$ 452,80 (enquanto as mulheres gastam, em média, R$ 357,40).

 

As mulheres, por outro lado, trazem a maior quantidade de pedidos realizados: 51,7% das compras realizadas são feitas por elas, enquanto os homens são responsáveis pelos demais 48,3%.

 

Fonte: Mercado e Consumo