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11/10/19

Brasileiro 'quer gastar mais', diz estudo

Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) indica que os consumidores brasileiros estão mais propensos a comprar presentes neste Dia das Crianças em relação aos últimos três anos. E a gastar mais, também.

 

Segundo o estudo, o ímpeto de gastos com presentes avançou 13,3 pontos entre 2017 e 2019 (de 64,3 para 77,6), mesmo ficando abaixo do nível histórico (84,1). A melhora foi registrada em todas as faixas de renda, com destaque para as famílias de menor poder aquisitivo, com renda mensal de até R$ 2,1 mil. Aqui, o indicador subiu 21,9 pontos, atingindo 69,4, o maior desde 2014.

 

"Famílias de renda mais baixa têm menor margem no orçamento doméstico e estão mais endividadas. Segundo estudo que fizemos pela Sondagem do Consumidor, 71,9% desses consumidores pretendem utilizar os recursos do FGTS para quitar dívidas e 23,9% almejam consumir bens e serviços. Apesar disso, não surpreende o resultado sobre a intenção de compra, pois o pagamento de dívidas libera o orçamento familiar e gera uma percepção mais favorável para os consumidores dessa faixa de renda sobre a economia, possibilitando-os realizar novas compras no curto prazo", analisou Viviane.

 

De acordo com a pesquisadora, nos últimos cinco anos, os consumidores, de modo geral, vêm mantendo o ímpeto para comprar bens duráveis abaixo da média histórica. Essa postura mais cautelosa foi provocada pela fragilidade do ambiente econômico e pela alta incerteza no período. Com a depreciação de bens ao longo do tempo, há necessidade de substituição dos itens, provocando melhora gradual do setor, motivada principalmente pela liberação dos recursos extras.

 

Presentes do Dia da Criança devem ser mais caros

 

A pesquisa também mostra que as famílias devem desembolsar um pouco mais este ano: houve aumento real de 16,1% no valor médio dos presentes em relação a 2017, chegando a R$ 88,9. O crescimento foi puxado pelo ânimo das famílias que ganham acima de R$ 9,6 mil, que pretendem gastar em média R$ 136, contra R$ 56 das famílias de menor poder aquisitivo. Brinquedos lideram a preferência do consumidor (50,8%), seguido por vestuário (21,1%) e livros (4,9%). O estudo consultou 1.733 pessoas.

 

Fonte: Destak