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19/09/19

Anvisa propõe novo modelo para rótulos de alimentos

Os rótulos dos produtos nem sempre deixam claro àquilo que está dentro da embalagem. Pensando nisso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a abertura de uma consulta pública sobre uma proposta para atualizar os rótulos nutricionais dos alimentos embalados.

 

Segundo a agência, o objetivo é facilitar a compreensão da rotulagem nutricional pelos consumidores para realização de escolhas alimentares mais conscientes. A agência já recebeu mais de 30 mil contribuições da sociedade sobre a temática.

 

A proposta avaliada compreende a tabela de informação nutricional, alegações nutricionais e a novidade de incluir uma rotulagem nutricional frontal. Os rótulos de alimentos com alto teor de sódio, gordura e açúcar teriam a simbologia de uma lupa, para que o consumidor possa visualizar nos produtos o que pode trazer de maior risco para a saúde.

 

De acordo com a agência reguladora, compostos passam a seguir certos limites, considerando cada 100ml ou 100g de um produto.

 

·         Açúcar: 10g para sólidos e 5g para líquidos;

·         Gordura saturada: 4g para para sólidos e 2g para líquidos;

·         Sódio: 400 mg para sólidos e 200g para líquidos.

 

Maior legibilidade

 

Para a tabela de informação nutricional, a Anvisa propõe a inclusão da declaração dos valores nutricionais por 100 g ou 100 ml do alimento, para permitir comparações. Além disso, estabelece critérios de legibilidade, como caracteres e linhas em cor 100% preta sobre um fundo branco. Também determina o tamanho da letra, a espessura das linhas e da margem, para melhorar visualização e leitura.

 

Se aprovada a proposta, todas as embalagens terão rótulos com a imagem de uma lupa, alertando para o fato de que aquele alimento contém alto teor de açúcares adicionados, gorduras saturadas ou sódio.

 

O design da rotulagem frontal e o novo projeto com letras e grafia diferenciada foi feito a partir de pesquisas com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Universidade de Brasília (UnB).

 

Fonte: Consumidor Moderno