Notícias de Mercado

20/03/19

Vendas recuam 7,9% na primeira quinzena de março, diz ACSP

O movimento de vendas do varejo da capital paulista caiu em média 7,9% na primeira quinzena de março frente ao mesmo período de 2018, segundo balanço de vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

 

Foram registradas retrações tanto nas comercializações a prazo (-9,4%) quanto à vista (-6,4%). De acordo com a entidade, as fortes quedas se devem ao descolamento entre o Carnaval do ano passado – realizado em fevereiro – e o deste ano, que aconteceu nos primeiros quinze dias de março.

 

“Do ponto de vista econômico, o Carnaval não beneficia o comércio como um todo, pois muita gente viaja e as vendas se concentram em artigos carnavalescos [específicos] de baixo valor, como adereços, acessórios e enfeites. Por outro lado, a festa ajuda o setor de serviços: a festa paulistana foi sucesso de público em 2019, prestigiado tanto por foliões que permaneceram na capital, quanto de outras cidades, que movimentaram bares, hotéis e restaurantes”, comentou em nota o presidente da ACSP, Alencar Burti.

 

Ele destaca outros dois fatores que contribuíram para o resultado negativo mostrado pelo balanço de vendas. Na primeira quinzena de março de 2019 teve um dia útil a menos. E com as fortes chuvas e os alagamentos no mês, muitos consumidores não conseguiram se locomover e lojas foram invadidas pela água. “Quando tivermos os dados fechados do trimestre e, portanto, com os efeitos sazonais anulados, teremos uma noção mais apurada do real comportamento do varejo de São Paulo neste início de ano”, ponderou Burti.

 

Variação mensal

 

Na comparação com a primeira quinzena de fevereiro de 2019, os 15 primeiros dias de março de 2019 registraram recuo médio de 10,5% no movimento de vendas, sendo que as retrações foram de 2,5% no sistema a prazo e de 18,4% nas transações à vista. “Na primeira quinzena de fevereiro, com os bloquinhos de pré-Carnaval, os itens à vista tiveram boa saída [adereços, acessórios, enfeites], então a base de comparação ficou forte. O comércio perdeu praticamente uma semana inteira em março com o Carnaval. É uma data em que muita gente ainda viaja e emenda a quarta-feira de Cinzas, ou mesmo a semana inteira, voltando para a capital somente na segunda-feira seguinte”, acrescentou.

 

Fonte: DCI