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03/12/18

Vendas em supermercados crescem 1,58% em outubro, aponta Abras

As vendas dos supermercados no Brasil cresceram 1,58% em outubro na comparação com o mesmo período do ano passado em termos reais, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Com o resultado, o setor acumula crescimento real de 1,9% nos dez primeiros meses do ano. Na comparação com setembro, as vendas de outubro foram 0,45% maiores. 

 

Em nota, o presidente da Abras, João Sanzovo Neto, considerou que os números apontam para uma recuperação na confiança dos consumidores. "Nos últimos meses, o consumidor se manteve mais cauteloso em relação aos gastos, principalmente pelas incertezas do cenário econômico e político que as eleições geraram", avaliou. “Após esse período, já percebemos que a confiança está voltando gradativamente, tanto para os empresários, quanto para os consumidores", concluiu.

 

Fim de ano promissor

 

Sanzovo destaca ainda que dezembro será um mês significativo para os supermercados com a chegada de renda extra da população aliada à aproximação das festas de Natal e Ano Novo. “Nos próximos dias, mais de 84 milhões de brasileiros receberão o pagamento do 13º salário, que deverá injetar cerca de R$ 211 bilhões na economia, segundo estimativa do Dieese. Estamos otimistas e acreditamos que o rendimento adicional auxiliará em bons resultados para o nosso setor.” 


Para preparar as gôndolas, varejistas de todos os portes já começaram a vender itens natalinos, como Panetone, e anunciaram previsão de incremento de até 20% nas vendas durante o período.

 

Preços

 

No mês de outubro, o preço da cesta de produtos Abrasmercado, pesquisada pela GfK e analisada pelo Departamento de Economia e Pesquisa da ABRAS, registrou alta de 0,78%, passando de R$ 460,29 para R$ 463,88. Os produtos com as maiores quedas nos preços em outubro foram: leite longa vida, ovo, massa sêmola espaguete, e café torrado e moído. As maiores altas foram registradas nos itens: tomate, batata, cebola e arroz. 

 

Na análise por região, o Norte foi o único a apresentar queda nos preços da cesta (-2,2%), chegando a R$ 506,76, aponta a entidade. A maior variação foi registrada na Região Sul (uma alta de 1,74%).

 

 

Fonte: O Estado de S. Paulo / Diário do Grande ABC / Folha da Região / O Estado de Minas / ISTOÉ Dinheiro / Jornal de Brasília / O Dia/RJ / Diário do comércio / R7 / Exame / Terra / Uol / DCI  / G1 / Reuters