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09/01/17

Movimento no varejo recuou 4% ao longo de 2016



São Paulo - A recessão econômica e o alto endividamento do brasileiro afugentaram os clientes das lojas ano passado. Entre janeiro e dezembro o fluxo de pessoas caiu em quase todos os meses na comparação ao ano anterior, resultando em queda de 4,1% na comparação da média dos dois anos. O apontamento é do ICV (Índice de Consumidores no Varejo), divulgado pela ABVS (Associação Brasileira de Varejo em Shopping) e pela Virtual Gate, empresa especializada no monitoramento de fluxo de clientes em pontos de venda.


A análise demonstra ainda que nem mesmo a sazonalidade de eventos como Black Friday e o Natal conseguiram retomar o movimento, embora uma maior proximidade com a curva de 2015, dado que sinaliza uma menor força da retração no fluxo de clientes nos últimos meses do ano passado. Em dezembro a retração foi de -3,3% Em relação ao desempenho trimestral, os dados apontam que o terceiro trimestre do ano foi o que apresentou pior resultado ( -6,6%), seguido pelo quarto trimestre (-4,1%). Primeiro (-3,5%) e segundo (-2,4%) trimestres também apresentaram resultados negativos.


Os dados também mostram o resultado de fluxo nas diferentes regiões do país, onde a região Sul foi a única a apresentar resultado positivo. As piores quedas estão nas regiões Nordeste e Centro Oeste, ambas com queda de -5,8%. No sudeste a retração foi de 4,2, enquanto o norte viu o movimento recuar 2,5%. Única região com fluxo positivo, o Sul registrou aumento de 2,4%, de acordo com o relatório da Virtual Gate.

 



Expectativa futura
De acordo com a diretora geral da Virtual Gate, Heloísa Cranchi, é possível que o movimento melhore daqui para frente: "Embora o resultado negativo, há sinais de que o consumidor está buscando oportunidades. Se o varejo conseguir oferecer boas oportunidades, a tendência é que haja recuperação nesses números em 2017".


Na opinião de Rufino Martins, diretor da ABVS, o próximo ano poderá ser desafiador para o varejo, e ainda está altamente atrelado ao desempenho econômico, político e institucional do País "Tudo ainda depende dos rumos econômicos e políticos do país. A falta de algumas definições nesse sentido ainda prejudica a retomada de investimentos no setor, mas o varejo se mostra otimista e confiante nos rumos do mercado".


A base analisada conta com mais de 1200 pontos de medições (lojas) adota a Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE, na sua versão mais atual 2.0, ponto de referência Base 100 = Janeiro de cada ano para comparativos anuais, e Base = 100 primeiro mês analisado no comparativo mês a mês.



Da redação



Fonte: DCI - São Paulo