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22/02/19

Desemprego é o maior em 7 anos em 13 capitais do país, diz IBGE

A taxa média de desocupação em 2018 foi a maior dos últimos sete anos em 13 capitais do país. Dezenove capitais tiveram índice de desemprego maior que a média nacional de 12,3% no ano passado. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (22).

 

Taxa média de desocupação anual nas capitais em 2018:

 

·         Porto Velho (RO): 13,7%

·         Rio Branco (AC): 13,9%

·         Manaus (AM): 18,1%

·         Boa Vista (RR): 12,4%

·         Belém (PA): 13,4%

·         Macapá (AP): 18,2%

·         Palmas (TO): 13,7%

·         São Luís (MA): 16,4%

·         Teresina (PI): 13,6%

·         Fortaleza (CE): 10,8%

·         Natal (RN): 13,5%

·         João Pessoa (PB): 11,9%

·         Recife (PE): 16,3%

·         Maceió (AL): 16,7%

·         Aracaju (SE): 16,4%

·         Salvador (BA): 16,1%

·         Belo Horizonte (MG): 12,5%

·         Vitória (ES): 12,5%

·         Rio de Janeiro (RJ): 12,6%

·         São Paulo (SP): 14,2%

·         Curitiba (PR): 9,4%

·         Florianópolis (SC): 6,5%

·         Porto Alegre (RS): 9,5%

·         Campo Grande (MS): 6,6%

·         Cuiabá (MT): 10%

·         Goiânia (GO): 7%

·         Brasília (DF): 12,7%

 

Florianópolis, Campo Grande e Goiânia foram as capitais com a menor taxa de desemprego apurada em 2018. Macapá, Manaus e Maceió foram as com o maior índice de desocupação.

 

Capitais que tiveram recorde de desemprego em 2018:

 

·         Porto Velho (RO)

·         Boa Vista (RR)

·         Belém (PA)

·         Macapá (AP)

·         Teresina (PI)

·         João Pessoa (PB)

·         Recife (PE)

·         Maceió (AL)

·         Aracaju (SE)

·         Vitória (ES)

·         Rio de Janeiro (RJ)

·         São Paulo (SP)

·         Porto Alegre (RS)

 

Apesar de ser a segunda capital com maior índice de desemprego, Manaus não está entre as capitais com recorde em 2018 porque a taxa caiu de 20,2% em 2017 para 18,1% em 2018. Já Salvador foi a capital com maior crescimento na taxa, de 14,9% pra 16,1%. No entanto, o recorde da capital baiana foi em 2016, com 17,1%

 

Estados que registraram menor contingente de pessoas ocupadas em 2018:

 

·         Amapá

·         Maranhão

·         Alagoas

·         Sergipe

·         Bahia

·         Rio Grande do Sul

 

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 11,6% no trimestre encerrado em dezembro do ano passado, atingindo 12,2 milhões de brasileiros. A taxa representa uma estabilidade frente ao trimestre encerrado em novembro e um recuo de 0,3 ponto percentual em relação ao 3º trimestre (11,9%). No ano de 2018, a taxa média de desocupação foi de 12,3%, ante 12,7% em 2017.

 

O Sudeste foi a região com maior proporção de capitais com recorde de desemprego em 2018, com destaque para Vitória, Rio de Janeiro e São Paulo.

 

Metade das capitais do Norte e dois terços das do Nordeste estão nessa situação. Apenas no Centro-Oeste nenhuma capital apresentou alta na taxa de desocupação, segundo o IBGE. Também houve aumentos no desemprego em oito regiões metropolitanas.

 

“Percebe-se que o problema é mais forte nos grandes centros urbanos, acompanhando as maiores concentrações da população. É um desemprego metropolitano, bem maior do que no interior do país”, comenta o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

 

Mesmo nos estados em que a desocupação caiu entre 2017 e 2018, a situação não melhorou no longo prazo. “Observamos que nenhuma capital ou região metropolitana teve redução na desocupação entre 2014 e 2018. Ao contrário, há aumentos bastante expressivos no período”, explica.

 

Carteira assinada

 

O número de trabalhadores ocupados com carteira de trabalho assinada também foi o menor em 7 anos no Nordeste, Sudeste e Sul. No Sudeste, o menor contingente de trabalhadores formais foi registrado em 2017, enquanto no Centro-Oeste havia sido em 2012.

 

Entre os estados, foi o menor número de carteira assinada em 13 das 27 unidades da Federação em 7 anos:

 

·         Roraima

·         Maranhão

·         Ceará

·         Rio Grande do Norte

·         Paraíba

·         Alagoas

·         Sergipe

·         Bahia

·         Rio de Janeiro

·         São Paulo

·         Paraná

·         Rio Grande do Sul

·         Goiás

 

Segundo o pesquisador, a carteira de trabalho teve queda em todos os estados entre 2017 e 2018. Desde 2014, as quedas são ainda mais expressivas. “Isso revela a qualidade do emprego sendo gerado nos últimos anos. Com a redução da carteira de trabalho e o aumento da informalidade, a contribuição para a Previdência também cai, o que cria problemas mais à frente”, alerta.

 

Em 2018, eram 11,2 milhões de pessoas sem carteira. Frente a 2017, houve aumento de 4,5% (482 mil pessoas). Entre as UFs, as maiores proporções foram no Mato Grosso (54%), Goiás (52,8%) e Maranhão (49,2%), e as menores foram em Santa Catarina (12%), Rio Grande do Sul (17,6%) e São Paulo (18,6%).

 

Cresce desalento

 

O percentual de pessoas que estão desempregadas e desistiram de procurar emprego, as chamadas desalentadas, cresceu 12,3% em relação a 2017.

 

Entre as unidades da Federação, Alagoas (16,4%) e Maranhão (15,7%) tinham as maiores taxas de desalento e Rio de Janeiro (1,1%) e Santa Catarina (0,8%), as menores.

 

Fonte: G1