Notícias de Mercado

08/01/19

Comida, plano de saúde e gasolina puxam a inflação

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a evolução dos gastos das famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos, registrou alta de 4,59% em Belo Horizonte em 2018. A inflação da capital foi 0,65 ponto percentual maior na comparação com o resultado de 2017, quando o índice variou 3,94%.

 

O desempenho da inflação do ano passado teve influência da greve dos caminhoneiros, em maio, que impactou o abastecimento e os preços em junho, com alta de 1,71%. A variação ficou bem próxima da de janeiro (1,70% ), mês marcado pelos reajustes. “O clima também pressionou o grupo alimentação”, observa a coordenadora de pesquisas da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais, Taize Martins.

 

Ela ressalta que os meses de novembro e dezembro tiveram variações abaixo do esperado. Em novembro, a inflação medida pelo instituto teve alta de 0,20%. E em dezembro de 2018, o IPCA aumentou 0,30%.

 

O grupo alimentação teve alta de 4,88%, mas, na hora de colocar comida na mesa, a sensação do consumidor é de um peso muito maior. O tomate voltou a ser o vilão da inflação, com elevação de 128,68%. A alta fez a professora Vanete Lira Felício reduzir o consumo do produto. “No meu caso, também pesou muito o plano de saúde”, conta.

O plano de saúde individual superou a média da inflação da capital e registrou alta de 10% em 2018.

 

Para Vanete, a sensação é que a inflação foi maior que os 4,59% calculados pela Fundação Ipead. “Além do plano de saúde, tenho gastado muito com remédios. A ‘minha inflação’ deve ter tido alta de uns 15%”, calcula.

 

A auxiliar de serviços gerais Antônia das Graças de Almeida conta que mudou os hábitos por causa do aumento de preços. “Troquei o leite integral pelo desnatado e reduzi a compra de iogurtes e queijos”, diz. O carro também foi deixado de lado. “Agora, só vou trabalhar de ônibus”, diz. A gasolina subiu 12,69% no ano em 2018 e o leite pasteurizado, 5,28%.

 

Para este ano, a coordenadora do Ipead espera uma inflação controlada e dentro da meta do governo: 4,25%.

 

Elevação. A cesta básica teve alta de 8, 87% em Belo Horizonte em 2018. Em 2017, o custo da cesta era de R$ 383,22. No ano seguinte, passou para R$ 417,21.

 

Fonte: O Tempo - Minas Gerais